Isso é algo que está ficando frequente... eu escrevo, sumo do blog e depois de alguns meses volto aqui. Não ter comentários no blog me deixa um pouco frustrado, então acabo não entrando para postar. Quando volto para ver o blog, após alguns meses, vejo que tem um ou dois comentários... Enfim, isso parece o antigo slogan de Tostines (que nem sei se existe mais): "Venda mais pq é fresquinho ou é fresquinho pq vende mais?".
Bom, desde o último post, houve dois comentários:
Primeiro comentando sobre o fato de ter contado para minha mãe que eu era gay... Realmente, acredito que houve um sofrimento por parte dela, mas também por mim... Mas no final, ela percebeu que nada mudou, que não deixei de ser o filho que está sempre ao seu lado...
O outro comentário foi sobre apimentar a relação que foi escrita por um anônimo. Cara, relação escondida é foda! Mas muitas vezes necessária. Por mais que não seja assumido, acredito que vocês se vêem pelo menos uma vez por semana. Que tal ir para um lugar isolado? Só vocês dois? Campo ou praia, dependendo da preferência... Você ter um momento somente casal, isolado, faz muito bem! Não há preocupação, problemas... Com relação a "brinquedos", tem uma lista infinita de coisas para se fazer... Cordas, coleiras, chicotes, vibradores, algemas e mordaças são um pouco hard para quem está começando (eu comecei com camisa de força, mas blz! rs).
Mas sugiro algo sexy, algo que seu parceiro curta. Tem pessoas que tem fetiche por roupas (vestido de jogador de futebol, bombeiro, látex...). As opções são muitas e imaginação é sem limite... Só tome cuidado para não fazer nada hard e que não tenha conhecimento (exemplo: asfixiação). O mais importante no bondage é cada um saber o seu limite e deixar tudo muito claro antes. Forçar algo, nunca é bom!
Bom, o post vai ficar um pouco maior do que imaginava...
Eu e meu namorado também fazemos coisas de casal hétero, não somos só sexo :P (muita gente tem impressão que gay só pensa em sexo).
Saímos para almoçar, ficamos abraçados, ele me bate quando eu ronco (e eu sempre ronco) e assistimos séries [editado: sob coação do meu namorado, fui obrigado a explicar que o bater foi no começo (e leves tapinhas), mas que hoje ele já está acostumado]. Uma das séries que temos assistido é britânica, acontece por volta dos anos 90 e trata-se de uma adolescente gorda de 17 anos que acaba de sair de um hospital psiquiátrico. Muitos devem estar pensando, que série psicótica! A séria um pouco louquinha, mas muito muito boa. Ela mostra a realidade da vida de uma adolescente de 17 anos que tem vergonha do seu corpo, do seu peso, que tem dificuldades pra se enturmar, que pensa em sexo e que passa por traumas. O legal da séria não só a forma descontraída, mas que trata-se da vida real da protagonista Rae Earl. Rae passou por problemas na adolescência e escreveu um diário, este diário se transformou em livro e atualmente em série.
My mad fat diary está atualmente na segunda temporada e não passa no Brasil. Então a melhor forma é baixar via torrent ou assistir online. No facebook de fãs brasileiros da série há dicas de onde assistir online e como baixar: https://www.facebook.com/MyMadFatDiaryBrasil.
Abaixo segue um trailer da série. Desculpe, não achei legendado, mas já é possível ter uma ideia da série. Obrigado por quem passou e leu tudo isso que postei, e espero que gostem da série. Abraços e fui!
segunda-feira, 10 de março de 2014
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Não gosto de meninos...
Vi esse vídeo e por algum motivo me deu uma vontade de escrever no blog e compartilhar (com ninguém, mas blz...). Neste vídeo há relato de vários gays sobre o processo de descoberta.
Eu também sempre soube que gostava de meninos, mesmo que uma época eu também gostava de meninas. Eu tinha atração e queria fazer parte do grupo de meninos, mas eu não me encaixava naquele estereótipo de jogar futebol e etc. Em certa parte da minha vida escolar (entre 1° e 2° colegial) sofri um certo bullying, pois não fazia parte do grupo dos meninos e alguns desconfiavam de mim, pois sabiam que eu nunca tinha namorado com garotas e etc. Meu refúgio, na época, era um blog que tinha e contava tudo que estava acontecendo e podia escutar conselhos, mas não havia ninguém próximo para conversar.
Durante este período, eu queria muito ter falado para minha mãe, mas o medo era maior, pois a sociedade e minha própria família diziam que era errado. Essa certeza eu tive o dia que minha mãe falou "Prefiro ter um filho drogado a ter um filho gay". Os anos se passaram e de certa forma parecia que ela sabia, mesmo sem eu falar, que eu era gay. Mas ao mesmo tempo, ela fazia algumas críticas aos homossexuais. E ficava na minha cabeça "como será a reação dela quando eu contar? o que ela vai fazer?". Nesta época escutei muito "As mães sabem! Sua mãe já sabe! Que pai não sabe do filho...". Foi então que conheci meu namorado e em um ato falho, ela meio que nos pegou abraçados. Na hora não sei se ela viu ou não, mas senti que deveria falar. Foi o pior fim de semana para nós, pois não sabia o que fazer, onde me esconder. Nos primeiros meses, ela meio que criticava discretamente "Você vai continuar com isso" e outras coisas. Após um tempo, ela percebeu o quanto nós somos felizes e ela já agregou ele na família. (Hoje ela gosta mais dele do que de mim! rs).
Acho que vale muito a pena ver esse vídeo, escutar várias versões de um mesmo fato. E espero que um dia o fato de ser homossexual se torne algo comum, pois teríamos pessoas melhores, com menos traumas... Algumas chegam ao ponto de suicidar por causa disso, pois são tantas pessoas que falam que isso é errado, que ela mesmo não entende como ela pode ir contra isso e sabe que não vai conseguir mudar algo que já nasceu com ela. Não conseguem suportar a pressão... Quantos vivem se enganando, se casam e traem suas esposas com caras a noite... E depois vem um pastor idiota e quer que exista a cura gay...
Viu??? Se não tivéssemos uma sociedade assim, esse pastor teria se aceitado na adolescência e não teria virado a aberração que é hoje...
Eu também sempre soube que gostava de meninos, mesmo que uma época eu também gostava de meninas. Eu tinha atração e queria fazer parte do grupo de meninos, mas eu não me encaixava naquele estereótipo de jogar futebol e etc. Em certa parte da minha vida escolar (entre 1° e 2° colegial) sofri um certo bullying, pois não fazia parte do grupo dos meninos e alguns desconfiavam de mim, pois sabiam que eu nunca tinha namorado com garotas e etc. Meu refúgio, na época, era um blog que tinha e contava tudo que estava acontecendo e podia escutar conselhos, mas não havia ninguém próximo para conversar.
Durante este período, eu queria muito ter falado para minha mãe, mas o medo era maior, pois a sociedade e minha própria família diziam que era errado. Essa certeza eu tive o dia que minha mãe falou "Prefiro ter um filho drogado a ter um filho gay". Os anos se passaram e de certa forma parecia que ela sabia, mesmo sem eu falar, que eu era gay. Mas ao mesmo tempo, ela fazia algumas críticas aos homossexuais. E ficava na minha cabeça "como será a reação dela quando eu contar? o que ela vai fazer?". Nesta época escutei muito "As mães sabem! Sua mãe já sabe! Que pai não sabe do filho...". Foi então que conheci meu namorado e em um ato falho, ela meio que nos pegou abraçados. Na hora não sei se ela viu ou não, mas senti que deveria falar. Foi o pior fim de semana para nós, pois não sabia o que fazer, onde me esconder. Nos primeiros meses, ela meio que criticava discretamente "Você vai continuar com isso" e outras coisas. Após um tempo, ela percebeu o quanto nós somos felizes e ela já agregou ele na família. (Hoje ela gosta mais dele do que de mim! rs).
Acho que vale muito a pena ver esse vídeo, escutar várias versões de um mesmo fato. E espero que um dia o fato de ser homossexual se torne algo comum, pois teríamos pessoas melhores, com menos traumas... Algumas chegam ao ponto de suicidar por causa disso, pois são tantas pessoas que falam que isso é errado, que ela mesmo não entende como ela pode ir contra isso e sabe que não vai conseguir mudar algo que já nasceu com ela. Não conseguem suportar a pressão... Quantos vivem se enganando, se casam e traem suas esposas com caras a noite... E depois vem um pastor idiota e quer que exista a cura gay...
Viu??? Se não tivéssemos uma sociedade assim, esse pastor teria se aceitado na adolescência e não teria virado a aberração que é hoje...
domingo, 31 de março de 2013
Malafaia x Jean Wyllys x Marco Feliciano
Após assistir o vídeo do Malafaia no "De frente com Gabi", no "Pãnico na Band", e do Jean Wyllys e Marco Feliciano no mesmo programa, resolvi escrever sobre o que assisti.
Alguns devem pensar "ele deve concordar com o Jean, é gay"... pelo contrário, concordo com 80% do que o Malafaia e 90% do que o Marco Feliciano falam.
Para entenderem... Sou a favor que homofobia, como racismo e etc. vire crime, porém não concordo que tenha uma lei que faça as pessoas "engolirem os gays". Teremos uma divisão e criaremos um ódio maior pelos gays com isso. Gays, Mulheres, Homens, Negros, Asiáticos, Gordos, Magros e etc, devem ter o mesmo tratamento e não podem ser diferenciados, tendo um direito a mais ou a menos que o outro.
O maior problema da entrevista do Malafaia foi o modo em que colocou a questão do amor que tem entre gays, bandidos e assassinos, mas concordo mais uma vez com ele. Temos que amar todos os humanos, independente de sua opinião, posição política, religião ou "histórico". Podemos não concordar com a idéia de um ou outros (ou muitos), mas todos devem ser tratados de forma igual.
Mas e a bíblia? Perae, um livro que não se sabe por quem foi escrito (não foi Jesus e Deus que escreveu) e que condena muitas outras coisas, como trabalhar aos domingos (os cultos da igreja são aos domingos e os pastores estão trabalhando! Nossa, são pecadores!!!), que condena mulheres que cortem o cabelo (vide a Igreja Congregação do Brasil), que os homens façam a barba, enfim... um livro que foi escrito "sem base" e que não pode ser aplicado nos dias de hoje.
Algo que ninguém pode negar, é que o Malafaia é muito inteligente e consegue convencer seus fiéis de uma forma "cega", assim como tantos outros pastores. E a sua convicção pode gerar uma violência contra os homossexuais, basta que ele fale e de sua opinião.
O Marco Feliciano é uma forma mais branda do Silas, mas se faz de tonto na entrevista, em algumas coisas sérias e outras não.
Por favor comunidade gay e simpatizantes, não fiquem comprando briga sem verificar o que realmente está acontecendo. Seja inteligente, escute e tenha argumentos!
Acredito que nós também temos "pré-conceito" com as religiões evangélicas, pois muitas pregam que ser homossexual é errado. Mas é a ideologia deles, então devemos respeitar.
É isso...
O maior problema da entrevista do Malafaia foi o modo em que colocou a questão do amor que tem entre gays, bandidos e assassinos, mas concordo mais uma vez com ele. Temos que amar todos os humanos, independente de sua opinião, posição política, religião ou "histórico". Podemos não concordar com a idéia de um ou outros (ou muitos), mas todos devem ser tratados de forma igual.
Mas e a bíblia? Perae, um livro que não se sabe por quem foi escrito (não foi Jesus e Deus que escreveu) e que condena muitas outras coisas, como trabalhar aos domingos (os cultos da igreja são aos domingos e os pastores estão trabalhando! Nossa, são pecadores!!!), que condena mulheres que cortem o cabelo (vide a Igreja Congregação do Brasil), que os homens façam a barba, enfim... um livro que foi escrito "sem base" e que não pode ser aplicado nos dias de hoje.
Algo que ninguém pode negar, é que o Malafaia é muito inteligente e consegue convencer seus fiéis de uma forma "cega", assim como tantos outros pastores. E a sua convicção pode gerar uma violência contra os homossexuais, basta que ele fale e de sua opinião.
O Marco Feliciano é uma forma mais branda do Silas, mas se faz de tonto na entrevista, em algumas coisas sérias e outras não.
Por favor comunidade gay e simpatizantes, não fiquem comprando briga sem verificar o que realmente está acontecendo. Seja inteligente, escute e tenha argumentos!
Acredito que nós também temos "pré-conceito" com as religiões evangélicas, pois muitas pregam que ser homossexual é errado. Mas é a ideologia deles, então devemos respeitar.
É isso...
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